'Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.' [Clarice Lispector]
Os sentidos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Ultimamente tenho vivido muitas coisas, que estão me fazendo refletir sobre outras. E descobrir que de fato a gente espera algo, e não recebe o que foi esperado. Se doa, e não recebe nada em troca. Na verdade, eu nem preciso que reconheça nada, mas o mínimo de respeito, não faz mal a ninguém.
Não sei mais o que vale a pena. Estou com os braços cruzados, vendo tudo acontecer ao meu redor, e me sinto totalmente sem forças pra fazer o que de verdade precisa ser feito.
Talvez eu tenha permitido demais. Talvez tenha sido um erro, ou não. A verdade é que nunca sabemos qual caminho seguir pra saber qual daria no "caminho da felicidade". Mas pelo que parece, sempre escolhemos o mais dolorido.
Me sinto culpada, me sinto uma vítima, e depois não sinto nada.
Quando escrevo aqui, é porque de alguma forma quero e preciso muito colocar pra fora algo que me aflige, que me sufoca. Tenho vontade de gritar de tanta raiva e indignação, por ser tão boba, e quem sabe um tanto ingênua.
Está tudo aqui na minha frente, e o que eu faço?
Absoltutamente, eu não sei.
Não estou me conformando. É como uma novela, sempre espero as cenas dos próximos capítulos.
E o final, eu não sei qual será.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Eu sei...
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Querer assim...
Um dia quero ser assim. Exatamento como imaginei. Exatamente como pensei.
Daquele jeito que se encaixa perfeitamente aqui ou em qualquer lugar.
Não desejo que ser como já fui. Quero ser como desejei.
Um dia assim, um dia assado.
Um dia querer tudo, e no outro não querer nada.
Quere nada? Nada não. Nada é pouco. Pouco é quase nada.
Eu quero muito mais. Muito mais do que já desejei.
Quero O QUERER, O PODER E O TER.
O querer pra conquistar. O poder pra dominar. O ter pra satisfazer.
Contentar-se com pouco é não ter desejar.
Desejo ter muito mais do que tenho.
Abraçar o mundo? Não. Desejo o que de fato se reserva a mim.
Não o que não é meu. Não quero o que é de ninguém.
Quero apenas QUERER PODER TER O QUE DESEJO.