
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Este livro veio à mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização racional."
'Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.' [Clarice Lispector]

Já não tenho mais aquele ar de menina. Hoje percebo quando me olho e comparo com fotos antigas como meu semblante está mais maduro. Com um rosto que traz a maturidade. Hoje sim, sinto que sou uma mulher, não mais uma menina. Mesmo que nas atitudes ainda sobraram resquícios de uma adolescente que vivia a brincar com tudo. Hoje tudo se tornou mais sério. Sério, não necessariamente chato. Porque tudo que é chato é cansativo demais.
Quando penso hoje na minha vida, penso em concretizar sonhos que muitas vezes deixei passar por uma grande dose de ansiedade. Por querer viver tudo de uma vez e acabei metendo os pés pelas mãos. Hoje tenho a sensibilidade de perceber o que não me dava conta antes. Se eu já era cabeça dura, hoje me tornei mais, e quando não quero, bato o pé, não aceito coisa alguma que não seja do meu agrado. Tornei-me menos tolerante, e até um pouco egoísta. E não vou deixar ninguém atrapalhar meus sonhos, minha felicidade, minha vida. Se eu achar que não devo ir por ali, vou parar e voltar por outro caminho. Já sei que antes de fazer alguém feliz, tenho que primeiramente ser feliz. Tenho que sempre pensar em mim como primeira pessoa, e não em segunda e terceira.
Afinal, tudo parte de mim. Minhas atitudes esperam uma resposta de quem quer que seja. E as respostas vêm de acordo com o que fiz.
Sim.Querendo ou não, chegou a maturidade, aquela que muitos desejavam à mim. E estou achando isso ótimo, porque hoje estou descobrindo a cada dia quem EU SOU, e o que realmente EU QUERO. Não tenho mais tempo a perder com bobagens, já me dei o deleite de viver tudo nessa vida. E foram muitas coisas, muitas mesmo. Momentos que jamais pensei em viver. Posso dizer que já fiz quase tudo nessa vida, e que são segredos meus. Caminhos que só eu conheço. E que de alguma forma, me fizeram amadurecer pra vida.
Aprendi que nenhuma pessoa é responsável pela sua felicidade, elas apenas vêm para completar. Por isso não fique achando que você só é feliz se fulano ou cicrano estiver do seu lado. Você é CAPAZ de construir sua felicidade. Pessoas felizes atraem pessoas felizes. Pessoas felizes atraem a felicidade.
E ame-se, e serás amado.





Ouvir alguém dizer por aí: “Liberdade não se compra, se conquista.”
E acho que é verdade. Lembro-me que na minha época de adolescente, o que eu mais desejava era completar os tão sonhados 18 anos. Parece que essa idade, é a chave pra liberdade.
Pois bem, e lá vou eu, me encaminhando aos meus 18 anos. É eu cheguei. E com eles chegaram também às responsabilidades: trabalho, faculdade, contas pra pagar, entre outros assuntos que eu mesma já tinha a “liberdade” para escolher.
E escolhas quase nunca são fáceis. Mas eu pensei: “Já que cheguei aqui, então vou ver o posso de fazer de proveitoso.” E foi o que eu fiz.
Hoje, claro que não tenho mais 18 anos. Já faz tempo que passei dessa etapa pra outra.
E posso dizer que já vi e vivi muitas coisas. E, diga-se de passagem: Muito bem. Obrigada!
Já chorei, mas já sorrir bem mais. A verdade, é que vivo sorrindo. Já me falaram isso várias e várias vezes.
Já senti raiva de alguém a ponto de não querer olhar pra pessoa. Já perdoei e fui perdoada.
Já amei, já fui amada. Continuo amando e sendo amada. E isso é pra vida toda. Ninguém vive só, e além do que é tão chato não ter alguém pra dá e receber carinho.
Eu aprendi que na vida somos felizes, por não amar uma única vez, mas sim, muitas.
Isso parece até piada, mas já sou quase uma balzaquiana. Parece que um novo ciclo se inicia. Talvez eu queira mudar, ou talvez não. Gosto do meu modo de viver a vida. Mas às vezes a mudança nem parte de nós mesmo. A própria vida se encarrega de algum modo para que ela aconteça.
A idéia é não se torna escravo de nada. Fazer o que se sente vontade a hora que sentir necessidade. Tentar sentir a liberdade, se é que ela existe mesmo. Sentir-se livre. Esse é o tempo. Essa é a hora. Então: “Time to fly.”
E como já dissera Cecília Meirelles:
“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”